Quando homens me esclarecem o mundo

É a minha tradução (só) do título do ensaio e livro de Rebecca Solnit, cujo original em inglês é Men Explain Things to Me. Já me referi a ele no meu último post “A Susceptibilidade de Escreva Lola Escreva” de forma apenas a introduzir meu texto sem aprofundar-me no seu conteúdo. Agora quero expor o que me parece este seu ensaio publicado em 2008. Ele foi inspirado por uma experiência vivida seis anos antes pela própria autora numa festa em companhia de uma amiga, quando o anfitrião, com ar arrogante, tentou esclarecer-lhe sobre um livro recém- publicado sem ter querido dar-se conta de que ela era a autora do livro em questão. Um sinal de que não tinha querido ouvi-la dizer que o tal livro era seu, e  assim presunçoso continuou palavreando até que, após várias incursões da amiga em tentar dizer-lhe que era o livro dela, deu-se conta em fim onde tinha se metido. Depois de saírem e já a uma certa distância, as duas amigas riram aliviadas do sucedido – como não rir do ridículo? O riso é uma reação que pode nos dar distância dos fatos e ajudar-nos a relaxar frente a situações que no momento não teríamos outra saída; rir como reação à prepotência ou como uma liberação. E Rebecca Solnit ainda ri deste fato, e sem ter rido de antemão, talvez não tivesse escrito um ensaio com tanta agudeza. Primeiramente foi publicado na Website de Tom Engelhardt – TomDispatch – com grande recepção: foi como beslicar uma corda de violão, disse, ou tocar numa ferida aberta; pois ela nunca tinha recebido antes tanta repercussão com um ensaio como com este . Mas por que um só ensaio, e além do mais curto, chegou a causar tanto impacto, não só entre mulheres, como entre homens também? Nós mulheres conhecemos muito bem o que significa o título deste ensaio em situações ou momentos onde sobretudo homens se impõem como donos da verdade em favor de sua pretensa sapiência ou conhecimento das coisas para poder estar no centro das atenções. São esses discursos soberbos carregados de explicações, definições, … por onde se deixam aparecer, muitas vezes só insinuando saber sobre isso e aquilo, mas que nos levam a calar como se fôssemos impedidas de abrir a boca – nem sempre por meios de imperativos, mas por reserva nos excluímos – confirmando uma insegurança ou o medo de sermos ouvidas. Rebecca Solnit fala do quanto é brutal fazer com que  mulheres se calem: „Eu sei do que estou falando.“ Uma frase agressiva como esta, e pelo seu conteúdo já podemos imaginar sem dificuldade como ela foi pronunciada – aos gritos – uma frase categórica de homens e sinônima de: „Você não sabe de nada“. Por que só ele sabe sobre o que fala, e ela não? A vivência deste fato brutal, não importando o contexto, se relacionado a uma discussão ou a uma simples conversa, perpetua nela o ódio e interrompe-lhe a claridade de pensar. Com esta tamanha tirania está explicado então porque mulheres não ousam ser ouvidas, e chegando esse silêncio a situações extremas, mostra até aonde vai a relação de poder entre os sexos existente na sociedade. Solnit não descreve o patriarcalismo como nascente do machismo para justificar este  comportamento específico, fala porém da hierarquia entre os dois gêneros como fundamento básico da sociedade, e enfoca bem sim essa habilidade secular que têm homens de fazer calar mulheres e de se fazerem escutados por elas. Será que são mesmo escutados como creem? (Podem continuar acreditando queridos!)
Nascida na Califórnia em 1961, Rebecca Solnit é dona de uma notável carreira intelectual, já tendo escrito mais de doze livros ligados a diversos temas desde política, história da cultura, arte, feminismo até meio ambiente, e embora estando seus livros fundamentados sobre uma pesquisa sólida, mesmo assim não passa a escritora incólume a situações como a experiência do início com o sr. importante, por ela assim batizado. Esta e outras são experiências que põem em questão suas certezas e podem avivar-lhe velhas inseguranças – experiências nada gratuitas como encontrar-se na presença do sr. importante que revestido de confiança na sua atuação, e também confiante que ela se deixará vacilar e intimidar-se frente à certeza dele. É com essa lealdade e coragem que fala de si mesma e lembra o que dia a dia enfrentam mulheres quando são expostas a situações sem terem o direito de exercer sua expressão, sendo esta o que lhes dá o direito de ser alguém.  Já fui muitas vezes testemunha de casos como este, e quem não foi? Homens também a mim já explicaram e querem explicar o mundo e o significado das coisas como se eu fosse uma colegial preguiçosa e desinteressada, e muito pior até, sem levarem em conta se eu conheço ou não o assunto sobre o que eles estão falando, ou se tenho ou não uma bagagem de conhecimento ou experiência de vida. Homens que não dão importância a esses pré-requisitos não querem ouvir, mas serem ouvidos e admirados – E como é irritante ter que ouvir um discurso sem fim!
Até hoje homens seguem esclarecendo o mundo a Rebecca Solnit, sem que nunca tenham lhe pedido desculpas por isso, ou por terem explicado errado, ou mesmo pelo fato de ela saber e eles não.
E mulheres por outro lado também não gostam de dar explicações, sobretudo a outras mulheres, muitas vezes sobre insignificâncias e até de forma desdenhosa como se fossem expertas no assunto? Sim, existem tais, como também em grande número e Rebecca Solnit não nega a existência delas, mas não que esse aspecto loquaz e maçante seja uma marca que especifique o gênero feminino; ao contrário uma atrevida exibição de confiança até na própria ignorância é para ela uma característica masculina – escondendo insegurança e imprestabilidade.
No meio político vemos com mais nitidez a inundação de discursos daqueles que sabem de tudo, e sabemos o como é difícil e fatigante para mulheres, as jovens principalmente, sobrepor-se e serem ouvidas com respeito até por seus colegas de partido. Solnit cita o caso de Coleen Rowley, uma agente do FBI durante a presidência de Bush, que não foi ouvida ao ter chamado com antecedência a atenção para o Al-Qaida. Não quiseram escutá-la, e isto é o mesmo que dizer: só escutaram o que estava conforme a seus conceitos. O fato de que a guerra foi resultado de um jogo  arrogante masculino, também leva-lhe a afirmar que há outras guerras, aquelas vividas no interior de quase todas as mulheres, por terem a convicção de poder ser dispensadas e atraídas a se calarem. Por que não devo me expor a falar sobre coisas que sei expor sabendo que tenho esse direito? E mesmo com uma certa insegurança sobre algo, isto pode ser útil e abrir caminho para corrigir-se: ouvindo, aprendendo e crescendo, mas quando essa insegurança é grande demais, pode conduzir a mudez e paralisações, do mesmo modo que uma excessiva autoconfiança pode demonstrar pura arrogância. Entretanto há um caminho entre esses dois pólos – diz Rebecca Solnit – onde os dois sexos podem conviver: a calorosa região do dar e do receber onde todos nós devemos nos encontrar. Uma metáfora nada proporcional à realidade da maioria dos diálogos entre homens e mulheres, mas otimista.
Se muitas mulheres, infelizmente, não ousam ser ouvidas, esconde-se por trás deste fato o quanto é importante ter credibilidade e até como um pré-requisito para sobreviver. Solnit escreve no seu ensaio que num Natal quando era muito jovem, e já tinha começado a entender o que era o feminismo e a sua importância, o tio de um amigo contou, como se fosse uma estória inventada, que a mulher de seu vizinho a altas horas da noite saiu despida de casa correndo e gritando que seu marido queria matá-la. Sem pestanejar acreditei na declaração da mulher, mas ao seguir lendo, defrontei-me com a pergunta da própria Solnit ao tal tio: Como o senhor sabia que isso não estava certo?  A explicação foi que o marido se tratava de um cidadão honrado e respeitado e que a acusação meu marido quer me matar não continha em si fator de credibilidade para que fosse tomada como verdade, embora ela tenha gritado na rua isso; mas que fosse uma louca, pelo contrário, foi levado a sério.
Em certos países do Oriente Próximo a falta de credibilidade às mulheres é comprovada em casos de violação sexual, nos quais a acusação da mulher não tem peso na justiça, a não ser que ela tenha um homem como testemunha, e que este queira confirmar sua acusação, o que só raramente acontece.  E Rebecca Solnit vai mais além destes fatos; ela que começou o ensaio por um incidente, foi mais adentro chegando a mencionar estupro e morte, o que para ela pode ser uma coisa de continuidade – um mal-entendido pode passar, de sua forma normal, ao abuso, à violência, intimidando mulheres a se calarem ou até as matando. É assustador ver o número de mulheres (incluindo meninas pequenas) reprimidas, abusadas, violentadas e mortas em quase todo o planeta – mulheres que são seres humanos e com direito à vida e a participar dela como um ser livre. Que este direito porém, deva ser conquistado, é uma luta, uma luta longa e amarga.
A ensaísta sabe disso e acha que a melhor maneira de compreender todas as formas de discriminação contra mulheres é dando-lhes uma expressão concisa, como abuso de poder, em vez de considerar em separado violência doméstica, assédio, estupro, etc., etc. e até morte: Tomando tudo junto, põe-se à luz o padrão de comportamento, evidenciando clareza e concisão.
Rebecca Solnit não se queixa de si mesma, está satisfeita com o seu próprio crescimento e desempenho e com ter encontrado na idade adulta a sua expressão. E como ela diz:
o direito de mostrar-se e de expressar-se é inevitável para a sobrevivência, para a dignidade e a liberdade. As circunstâncias me obrigaram a usar o direito de falar por aquelas que não têm voz.

 

(Próximo post: 19/4/2017)

Sempre Elza

Imóvel como uma rainha no seu trono, as luzes refletiam sobre a sua cabeça majestosa, ” à la Black Power”, dando-lhe cores cintilantes entre o azul e o rosa. Os lábios cobertos por uma cor escura, bem pintados, salientavam uma expressão altiva de “femme fatale”; as mãos e os braços enluvados por um material brilhante – latex? – ela movia com cuidado só a mão que segurava o microfone. Séria, imponente, nos seus quase 80 anos de idade, assim encontrei a Elza Soares no palco, cantando sentada, a voz já gastada, sem os gritos rasgados de antes, quando ela já deixava louco o Brasil com o seu gingado.  Lá no palco a vi como uma soma de presenças fortes:  como uma política, uma dominadora, uma ativista … no entanto era só ela, a Elza sentada e cantando, exuberante, como disse o Lenine.
Este show fora do Brasil levou muitos brasileiros, como eu fora do país, a querer reviver o que faz parte do nosso patrimônio cultural – a música, a nossa MPB, o samba – e Elza Soares é uma divulgadora deste patrimônio, mas não só isto, ela é a voz negra, gritante e acusadora, que não deixa escapar a verdade – uma verdade cruel, mas que também encoraja o público a cantar repetidas vezes até que o refrão fique na memória de cada um como emblema de uma denúncia:Elza Soares,jpg.jpg
“ A carne mais barata do mercado é a carne negra / A minha carne é negra.”
Senti-me orgulhosa por estar no seu show, vê-la com respeito e admirá-la. Lembrei-me de que a minha mãe não gostava da Elza porque não a considerava uma mulher respeitável pelo fato de ter ido viver com Mané Garrincha – homem casado – e de ter destruído uma família. Eu ainda não tinha dez anos na época, minha mãe estava na faixa dos quarenta e mesmo com todo o seu conservadorismo e noção de pecado, ela não podia criticar o Garrincha por ter saído de casa, mas sim a Elza, como causadora do escândalo. Mulheres como a Elza Soares em experiências similares também sofreram acusações e insultos de forma unilateral, pois as convenções da sociedade por essa altura consistiam em não criticar o homem, não tocá-lo como guardador da tradição; à mulher, porém, não se evitavam as críticas, pois ela era o motivo de ele ter ferido essa tradição, o que no fundo a culpa era dela. Isto explica que a separação entre os papéis na sociedade, onde o lugar do homem visto como provedor era incólume às censuras, tendo a liberdade de poder dar escapadas fora do matrimônio, ficando assim tolerada a infidelidade masculina, mas nunca a da mulher por ser motivo de preconceitos e passá-la imediatamente a receber a insígnia de puta, não só de homens, como também de outras mulheres.
Mulheres contra mulheres quando estas quebravam convenções de uma herança cultural que lhes impunham aceitar, menos os determinados modos de guardar a dignidade, mas muito mais o peso de suportar o destino de ser mulher. Era dramático, mas apesar disso era o modo de minha mãe (a minha mãe aqui é só um exemplo para ilustrar o quadro da época) entender o seu lugar de mulher na sociedade, em vez de conceder apoio moral. Também o senso moral, contudo, que vincula as pessoas às suas causas não era de se esperar de uma sociedade já quase sucumbida no conservadorismo de uma ditadura, como a brasileira nos anos sessenta. Apesar de ter criticado a Elza Soares, acho que bem no fundo, minha mãe sentia-se solidária a ela, por ser mulher e poder compreender seu sofrimento, mas nunca defendê-la, pois isto supunha ter tido coragem de eleger a expressão em vez de calar-se – e isto era perigoso – como também proibido? –  Pois sim, nesta época a maioria das mulheres não pôde chegar a tanto, por não estarem ligadas pela responsabilidade social e os mesmos interesses. O silêncio ainda não tinha sido quebrado dando lugar à expressão e a solidariedade, muito mais, fazendo dessa experiência uma atitude política. Nem por isso culpo a minha mãe por não ter sido mais forte e corajosa, pelo contrário posso compreendê-la e aceitar suas restrições que também  foram as restrições de minha avó, de suas irmãs, de suas primas, de suas conhecidas, etc., etc..
Hoje ainda me pergunto até que ponto isso é coisa do passado? Certamente que sim. Assevero que sim. Levando em conta quando Elza e Garrincha começaram a ter uma relação – melhor do que a expressão “ter um caso” – em 1962, isto já faz 54 anos, ou seja, entre três ou quatro gerações estão formadas de lá para cá. Já superamos os séculos retrógrados de antes, quando o casamento era mais uma necessidade da mulher para não ficar solteira e a de ter um homem que a sustentasse em troca de dar-lhe filhos e conforto familiar. Esta estabilidade material era melhor do que ser vista socialmente como uma pessoa inútil e ser tratada com desdém por ter ficado sem casar. As mães instruíam as filhas para a vida sexual: “feche os olhos e não imponha resistência, com o tempo você se acostumará e não será mais penoso”. Abnegação ou uma chance ao desfrute? No fundo é uma forma de procurar o amor fora da regulamentação familiar pelo matrimônio e homens aproveitaram-se muito bem dessa brecha para o seu próprio bem-estar, passando a viver o amor de duas formas, uma dentro da relação oficial e a outra fora dela. Uma solução prática, mas cheia de hipocrisia e descaro que, infelizmente, ainda funciona.
Garrincha encontrou outra solução e casou-se com a Elza que ainda foi alvo de críticas, mesmo já estando casada com ele. Por que ainda a discriminação? No fundo ele foi o infiel e o que abandonou a família. É que a sociedade daquela época não estava esclarecida o suficiente para saber julgar formas de infidelidade masculina com o aparato da psicologia, como temos hoje, e isto é muito bom.

Defeitos: como é difícil aceitá-los!

Aprender a aceitar os nossos defeitos não é tarefa fácil e requer exercício árduo e constante, por isso é mais fácil e mais frequente  permanecer com uma atitude crítica e negativa frente a eles, julgando-nos como incapazes e imperfeitas, em vez de  aceitar-nos assim como somos.
Nós mulheres somos vítimas fáceis, tanto da imposição da publicidade exibindo padrões de beleza e de moda, quanto das projeções masculinas de modelos ideais femininos. De uma forma ou de outra um defeito é tido até como um corpo estranho, que não nos pertence, geralmente quando se refere a um aspecto físico, alguma coisa no corpo indesejada. Seríamos mais felizes e teríamos mais êxitos na vida se fôssemos mais altas ou mais baixas? Mais magras ou mais musculosas? Com um busto maior ou menor?  Assim uma parte do corpo não querida é considerada como defeituosa porque não está de acordo com os padrões vigentes do tipo ideal a condizer, que para serem cumpridos, recorre-se a uma avalancha de intervenções, desde aos programas de como livrar-se das “imperfeições” até às cirurgias plásticas. Aqui não me refiro aos casos de cirurgias plásticas que são para o bem da saúde e melhor que não sejam evitadas, quando por exemplo, a diminuição do busto é para o bem-estar da coluna vertebral ou quando uma plástica intervém para restaurar o que foi danificado por acidente ou enfermidade. Refiro-me ao que se considera como defeito e que, no fundo, é até  uma característica pessoal: o nariz é grande demais, os lábios bem que podiam ser mais volumosos e…  a lista de “defeitos” vai aumentando e eles são tidos como a causa de nossos insucessos na vida.
Psicólogos já falam que aceitar o nosso corpo é afirmar uma verdade absoluta, a qual diz que ele é o guardador de nossa identidade – com ele nascemos e entramos para este mundo e com ele também morreremos e deixaremos este mundo – ele nos pertence e, se o amamos ou não, ele estará sempre conosco, sem que possamos trocá-lo por outro.
Um dia enquanto esperava o metrô, ouvi sem querer duas mocinhas conversando: uma estava sendo amavelmente elogiada (pelo nariz que tinha) e por mais agradecida que se mostrasse ao elogio da outra, não podia evitar de demonstrar seu descontentamento com o seu lindo nariz e quanto mais o grau de elogios da outra aumentava, mais ela se derramava de dor por esse nariz tão feio, até chegando ao ponto de confessar que já tinha consultado um especialista que, confirmando sua crença, a aconselhou a fazer uma cirurgia plástica. Ao pronunciar meramente “cirurgia plástica” seu semblante mudou, passando para uma expressão de esperança e vitoria. Vitória contra o que ela tanto enjeitava e que no fundo era ela mesma. Para mim este é um caso absoluto de extrema rejeição, até mesmo de repúdio a si mesma. Aceitar os nossos defeitos ou o que se considera como defeitos, porque muitas vezes não são, é tarefa primordial para estar em paz consigo mesma. Segundo Colette Dowling no seu livro “Perfect Women”,  nós mulheres estamos sempre em estado de guerra contra nós mesmas; essa tendência a não nos deixar em paz e a estar sempre à caça de imperfeições que nos leva continuamente a  examinar-nos  em frente do espelho, a viver fazendo regimes para emagrecer, a mudar várias vezes a cor do cabelo, enfim estamos sempre preocupadas como nos mostramos aos outros e que efeito a nossa aparência surtirá publicamente em vez de promover uma relação de paz e amor com o corpo através de respeito, cuidado, aceitação e prazer, pois desta positiva e consciente relação com o nosso corpo é que tiramos as fórmulas de como nos relacionamos com outras pessoas.
Vejo como um passo muito importante que hoje nós mulheres já nos aceitamos muito mais em comparação com os séculos passados de forte dominação masculina. É aqui neste ponto de busca de harmonia e auto-aceitação com o corpo onde ponho minhas expectativas e esperanças como mulher em favor de nosso poder de auto-determinação.